Marido da mulher que extraiu bebê de outra mulher é solto pela justiça.

Foto: Mayara Vieira/NSC

Preso há mais de um mês por envolvimento na morte da grávida em Canelinha, na Grande Florianópolis, o marido da mulher que confessou o crime teve a prisão revogada pela Justiça nesta quarta-feira (7). A liberdade foi concedida após análise de conversas nos telefones celulares apreendidos pela investigação. A defesa não confirmou se o cliente já havia deixado a unidade prisional até o final da noite desta quarta.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Paulo Alexandre Freyesleben e Silva, com a conclusão dos laudos periciais, a polícia entendeu que o companheiro da acusada não sabia sobre o plano e, portanto, não tinha qualquer envolvimento com o crime.

Desde o dia do fato, as investigações buscaram elementos que pudessem esclarecer de forma definitiva uma possível autoria intelectual do marido no crime. A conclusão é de que o marido da investigada foi mais uma vítima da trama macabra – disse o delegado, através de nota.

A participação do até então suspeito na cena do crime já havia sido descartada pela polícia, que teve acesso a imagens do condomínio onde ele e a esposa moravam e que teriam provado a ausência do homem na cena do crime. 

Para o Ministério Público de SC, que também analisou os documentos, as provas demonstram que a mulher conseguia manipular a situação, porque o marido trabalhava em outra cidade e, portanto, “acreditava piamente na falsa gravidez da mulher”. 

Se nenhum outro elemento surgir no decorrer do processo, o homem também deve ser excluído da denúncia apresentada pelo Ministério Público por crimes de feminicídio, tentativa de homicídio, parto suposto, subtração de incapaz e ocultação de cadáver.

Na ação penal, que já foi recebida pelo Judiciário, o MPSC requer que os denunciados sejam submetidos ao julgamento do Tribunal do Júri da comarca de Tijucas.

O que diz a defesa

A defesa do homem apontado anteriormente por envolviemento no crime disse, por meio de nota, que acreditou na inocência do cliente desde o início e, por esse motivo, buscou a celeridade na confecção do relatório da perícia, sobre as mensagens trocadas pelas midias digitais entre os cônjuges, pois “havia a certeza de que ali não só se resolveria a prisão, mas sim a inocência dele, que foi injustamente acusado”.

Ainda, segundo o advogado Ivan Roberto Martins Junior, com a finalização do relatório policial, a defesa espera que seja requerida também a absolvição sumária do homem e que, se “não fosse a perícia, talvez o fim da história fosse diferente e isso implicaria em injustiça”.

O nome da mulher e do marido presos não foram divulgados por causa da Lei de Abuso de Autoridade.

FONTE: NSC/Clarissa Batistella

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