Eleições, pandemia e o futuro de Floripa

Quais as consequências da pandemia sobre o futuro de Floripa? O que o executivo e legislativo precisam se atentar? Confira o post!

Inicio minha primeira coluna dizendo que é um prazer imenso poder trazer reflexões, dicas e conteúdo para você aqui no Jornal de Floripa. Tenho certeza que serão momentos preciosos… E aqui vamos nós!

Acabamos de passar pelas eleições municipais… Em uma época em que temos misturada uma pandemia com muita polarização política, precisamos entender o que Floripa precisa quando o assunto é SAÚDE.

Mas qual a relação das eleições e da pandemia com o futuro de Floripa?

Todos nós já sentimos algum reflexo da pandemia sobre nossas vidas. As rotinas mudaram, ficamos mais sedentários, estressados e ainda, alguns dos que contraíram a COVID-19, passaram a ter preocupações para se reabilitar. Esta guerra ainda vai perdurar por um tempo, e nossa atenção deve estar, tanto na saúde da população enquanto o vírus circula, como nos reflexos da sua existência sobre nossas vidas.

Em Floripa, isso não será diferente. O governo que se inicia em 2021, bem como os representantes na câmara, precisarão considerar as evidências científicas nas decisões que tiverem em suas mãos. Isso vale para o executivo e legislativo.

Temos pela frente a expectativa da chegada de milhares de turistas neste final de ano, atraídos por uma boa gestão da pandemia, com índices de mortalidade mais baixos, quando comparado ao restante do país. Em contrapartida, nosso Estado está vivenciando o pior momento da pandemia, e os Hospitais pedem socorro, enquanto diariamente sabemos de situações irresponsáveis como festas clandestinas e aglomerações em locais públicos.

A presença da pandemia em outros locais do mundo, tem mostrado aos gestores a preocupação com a vacinação da sua população, e neste quesito, Floripa parece ter orçamento para quando chegar o momento. Paralelo a isso, o investimento em calçadas largas e ciclovias parecem ser alternativas de manter a população mais ativa, com reflexos positivos à mobilidade. As cidades inteligentes, conectivas e ativas são alternativas necessárias para o agora e para o pós-pandemia.

E por falar nisso, já estamos tendo reflexos dolorosos na saúde da população. A saúde mental das pessoas está abalada, vivenciamos um aumento na prevalência das doenças crônicas e do sedentarismo, e o estresse ocupacional daqueles que estão na linha de frente são alguns pontos de atenção. Precisaremos fortalecer nossa Rede de Atenção Psicossocial, ampliando as modalidades dos Centros de Atenção Psicossociais (CAPS) e considerando a criação de um ambulatório de saúde mental. Outro ponto é a estruturação de programas robustos de promoção de saúde, com atividade física orientada em diferentes bairros, por exemplo. Equipes multiprofissionais completas nos postos de saúde serão fundamentais, e darão suporte às Equipes de Saúde da Família. É válido lembrar que as maiores despesas com saúde estão relacionadas às doenças crônicas não transmissíveis, o que faz destas ações, verdadeiros investimentos.

Por fim, é esperado que quando chegar o momento, a câmara municipal tenha a sensibilidade de analisar propostas como estas, no intuito de ajudar nossa Floripa a passar por este momento da melhor maneira possível. Me acompanhe em @realpaulosergio. Grande abraço!

Créditos da imagem: Renan Schwingel

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