Resíduo tóxico desaparece da Lagoa da Conceição e água deixa de ser imprópria

71 dias após o crime ambiental que levou morte a Lagoa da Conceição provocado pelo rompimento da estação da Casan, um estudo técnico divulgado na noite de hoje aponta que as microalgas tóxicas desapareceram e o local já pode voltar a receber pescadores.

A Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis – FLORAM, em comunicado junto ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina – IMA, informa que, após intensivo monitoramento, novas análises na água da Lagoa da Conceição não constataram a floração de microalgas potencialmente tóxicas na água.

Sendo assim, não há mais a recomendação para evitar o consumo do pescado local. Porém, as instituições recomendam que se evite o contato primário (banho e atividades de lazer) em águas com espumas, manchas marrons, alaranjadas ou verdes, e após períodos chuvosos.

O secretário do Meio Ambiente, Fábio Braga, destaca a importância da melhoria da qualidade da água, mas garante que a autoridade municipal vai prosseguir atenta e vigilante até a recuperação total do ecossistema e a reparação de danos sociais e econômicos.

Em caso de incidências de espumas ou manchas na água, ou ainda episódio de mortandade de animais, deve-se informar os órgãos responsáveis para que seja iniciado o procedimento de investigação.

A superintendente da Floram, Beatriz Kowalski, acrescenta que o “município segue firme em prol da completa recuperação do elemento hídrico e da melhoria global da Bacia Hidrográfica da Lagoa da Conceição”. Destaca, por fim, a necessidade de observar os pontos próprios e impróprios para banho, conforme indicações de balneabilidade do IMA.

No site da prefeitura, estão disponíveis todas as análises feitas anteriormente na Lagoa da Conceição: http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/floram/index.php?cms=docs+lagoa+da+conceicao&menu=0

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